São "espíritos de luz" ou duendes malditos?

Enviado por Estante Virtual em dom, 12/02/2012 - 21:27

P: Quem são enfim esses que chamam de seus "Mestres"? Uns dizem que são "espíritos" ou outro tipo qualquer de seres sobrenaturais, enquanto que outros os consideram como "mitos".

T: Não são nem uma coisa nem outra. Certa vez ouvi uma pessoa estranha à Sociedade dizer que eram uma espécie de sereias masculinas, ou coisa desse estilo. Mas se você levar em conta o que as pessoas dizem, jamais poderá formar um conceito exato deles. Em primeiro lugar, são homens vivos, que como nós nasceram e estão condenados a morrer como qualquer mortal.

 

P: Sim, mas dizem que alguns deles têm mil anos. . . É certo?

T: Tão certo como o haver crescido o cabelo a Sagpat de Meredith. Na verdade, como ao "Idêntico", nenhum instrumento teosófico pôde cortá-lo até hoje. Apesar de nossas negações, e por mais que nos esforcemos em convencer as pessoas, cada dia as invenções são mais absurdas. Ouvi falar de Matusalém que tinha 969 anos; mas não tendo obrigação de acreditar nisso, ri-me desta afirmação, pelo que fui considerada por muitos, desde aquele dia, como herege e blasfema.

 

P: Mas falando seriamente, a vida deles é mais longa que a vida comum dos homens?

T: O que você chama de vida comum? Lembro-me de ter lido no Lancei o caso de um mexicano que tinha 190 anos, mas jamais soube de algum mortal -  profano ou adepto - que conseguiu viver pelo menos a metade dos anos atribuídos a Matusalém. Alguns adeptos excedem bastante aquilo que você chama de vida comum, sem dúvida, mas isto nada tem de milagroso, e poucos entre eles aspiram a viver longo tempo.

 

P: Mas o que significa realmente a palavra "Mahatma"?

T: Simplesmente "grande alma", grande por sua elevação moral e capacidade intelectual. Se o título de "grande" aplica-se a um soldado ébrio como Alexandre, por que não haveremos de chamar "grandes" àqueles que realizam, nos segredos da natureza, conquistas muito maiores que as de Alexandre nos campos de batalha? Além disso, esse nome é uma palavra hindu muito antiga.

 

P:  E por que os chamam "Mestres"?

T: Porque são nossos Mestres e deles tiramos todas as verdades teosóficas, por mais imperfeitamente que alguns de nós as tenhamos expressado ou compreendido. São homens de grande instrução - - os que designamos com o nome de iniciados — e cuja santidade de vida é ainda maior. Não são ascetas no sentido comum do termo, embora seguramente permaneçam apartados da agitação e das lutas do mundo ocidental.

 

P: Acaso não é egoísmo isolar-se desse modo?

T: Onde está o egoísmo? A situação criada para a Sociedade Teosófica não prova sobejamente que o mundo não está preparado para os reconhecer nem aproveitar seus ensinamentos? Que utilidade resultaria para urna classe de parvos, se o professor Clerk Maxwell se dedicasse a lhes ensinar a tabuada de multiplicar? Além disso somente se isolam do contato no Ocidente. Em seu próprio país circulam publicamente como as demais pessoas.

 

P: Não lhes atribui poderes naturais?

T: Como já disse, não acreditamos em nada sobrenatural. Se Edson tivesse vivido e inventado seu fonógrafo duzentos anos atrás, provavelmente teria sido queimado junto com seu invento, atribuindo tudo ao demônio. Os poderes que empregam são simplesmente produto do desenvolvimento de forças latentes em todo homem e mulher, cuja existência começa a ser reconhecida até mesmo pela ciência oficial.

 

P: E verdade que esses homens inspiram alguns de seus escritores, e que muitas das obras teosóficas foram escritas sob sua orientação?

T: Algumas foram. Encontram-se trechos inteiros ditados por eles verbatim; mas na maioria dos casos apenas inspiram as idéias, deixando aos escritores o cuidado da forma literária.

 

P: Mas isto, em si mesmo, é milagroso - é de jato um milagre. Como podem jazê-lo?

T: Você está cometendo um erro enorme e a própria ciência se encarregará de refutar seus argumentos, em data não longínqua. Por que haveria de ser um milagre? Milagre supõe alguma operação sobrenatural, e na realidade não existe nada superior ou fora da natureza e de suas leis. Entre as muitas formas de "milagres" apresentados à investigação moderna, temos o hipnotismo, e um aspecto de seu poder conhecido com o nome de "sugestão", forma de transmissão do pensamento, que se empregou com êxito para combater certas enfermidades especiais. Não tardará o dia em que o mundo da ciência se verá obrigado a reconhecer que existe a mesma ação entre uma mente e outra -— seja qual for a distância que as separe — que há entre dois corpos em contato íntimo. Quando duas mentes se encontram em relação simpática, e os órgãos por cujo meio funcionam estejam afinados de maneira a que respondam magnética e eletricamente um ao outro, nada pode impedir a transmissão dos pensamentos por meio da vontade; porque corno a mente não é uma coisa tangível que possa ser separada do objeto de sua contemplação pela distância, resulta que a única diferença que pode existir entre duas mentes é a diferença de estado. Se este obstáculo é vencido, onde está o "milagre" da transmissão do pensamento a qualquer distância?

 

P: Sem dúvida admitirá que o hipnotismo não faz nada que seja tão milagroso ou extraordinário como isto?

T: Pelo contrário, está provado que um hipnotizador pode afetar o cérebro do hipnotizado até o ponto de produzir uma expressão de seus próprios pensamentos e até de suas palavras, através do organismo do outro; e embora os fenômenos relacionados com este método da transmissão do pensamento sejam pouco numerosos até agora, presumo que ninguém quererá se comprometer a assinalar até que ponto sua ação pode estender-se no futuro, quando as leis que regem sua manifestação estiverem cientificamente estabelecidas. Se o conhecimento de simples rudimentos de hipnotismo podem produzir semelhantes resultados, o que pode impedir ao adepto dotado de poderes psíquicos espirituais produzir resultados que você chama de "milagrosos", levado apenas pelos limitados conhecimentos atuais de suas leis?

 

P: Então, por que nossos médicos não tratam de fazer o mesmo[1]?

T: Primeiramente, porque não são adeptos capazes de conhecer e compreender os segredos e as leis dos reinos psíquicos e espirituais, mas sim materialistas que temem apartar-se do estreito caminho da matéria; e em segundo lugar, porque devem fracassar por enquanto, até que se vejam obrigados a reconhecer que podem obter aqueles poderes.

 

P: Não se poderia instruí-los neles?

T: Não, a menos que estivessem preparados para isso e tivessem excluído por completo as escórias materialistas que estão acumuladas em seu cérebro.

 

P: Isto é muito interessante. Diga-me se os adeptos inspiraram muitos teósofos desse modo.

T: Não, ao contrário, a muito poucos. Semelhantes operações requerem condições especiais. Um adepto pouco escrupuloso mas hábil, pertencente à "Fraternidade Negra" (chamamos a semelhantes adeptos "Irmãos da sombra" e Dugpas, "bruxos"), sem lei espiritual alguma que limite seus atos, obtém com grande facilidade o domínio sobre qualquer mente, submetendo-a por completo a seus maus poderes. Mas nossos Mestres jamais farão coisa semelhante. Não têm o direito de obter completo domínio sobre o Ego imortal de ninguém e menos de cair na "magia negra"; e, em conseqüência, apenas podem agir sobre a natureza física e psíquica do sujeito, não intervindo o mínimo em seu livre arbítrio. A não ser que uma pessoa se encontre em relação psíquica com os Mestres, e receba auxílio em virtude de sua fé e de sua lealdade, ao transmitir estes seus pensamentos a quem não reúna estas condições, experimentam grandes dificuldades para penetrar no nebuloso caos da esfera de tal pessoa. Mas aqui não é lugar para tratar de assunto de tal natureza. Basta dizer que se este poder existe, existem também inteligências (encarnadas e desencarnadas), que o dirigem; bem como instrumentos conscientes vivos, por meio dos quais é transmitido e recebido. Só precisamos ficar em guarda contra a magia negra.

 

P:  Que entende por "magia negra"?

T: O abuso dos poderes psíquicos ou de qualquer segredo da natureza; o ato de aplicar os poderes do Ocultismo a fins egoístas e pecaminosos. Chamaríamos mago negro a um hipnotizador que, aproveitando-se de seus poderes de "sugestão", obrigasse a um sujeito a roubar e a assassinar. O famoso "sistema rejuvenescedor" do dr. Brown Sequard, de Paris, que consiste em uma repugnante injeção animal no sangue humano — descobrimento que agora está sendo discutido em todas as revistas médicas — é magia negra inconsciente.

 

P: Mas estas são simplesmente as crenças em feitiçarias e bruxaria da Idade Média! Até a própria lei já deixou de acreditar em coisas semelhantes.

T: Tanto pior para a lei já que graças a esta falta de discernimento viu-se no caso de cometer vários erros e crimes judiciais. Apenas o termo é o que assusta, por causa da palavra "superstição" unida a ele. A lei não castigaria um abuso de poderes hipnóticos como os que acabo de mencionar?

Digo mais: já castigou na França e na Alemanha; e, sem dúvida, repeliria com indignação a idéia de que aplicou o castigo a um crime de "bruxaria" evidente. Você não pode crer na eficácia e na realidade dos poderes da sugestão dos médicos e mesmerizadores ou hipnotizadores e negar-se a acreditar nestes mesmos poderes, quando são empregados para fins maus. Se crê neles, acredita na "bruxaria". Não pode crer no bem e negar o mal, aceitar a moeda legítima e deixar ao mesmo tempo de acreditar na existência da moeda falsa. Nada pode existir sem seu contraste; e nem o dia, nem a luz, nem o bem, poderiam ter representação alguma em sua consciência, como tais, se não existisse a noite, a escuridão, nem o mal, para fazê-los ressaltar formando oposição.

 

P: Conheci homens que apesar de acreditarem completamente no que chama de poderes psíquicos ou mágicos, zombavam da simples menção de bruxaria e feitiçaria.

T: E o que isto prova? Simplesmente que carecem de lógica. Repito: tanto pior para eles. Nós que conhecemos a existência de bons e santos adeptos, acreditamos também na existência de bons e maus, perversos ou Dugpas.

 

P: Mas se existem os Mestres, por que não se apresentam diante de todos os homens para refutar de uma vez e para sempre os pesos que se dirigem contra madame Blavatsky e a Sociedade?

T: Que pesos?

 

P: Os que não existem e ela inventou. Que são Mahatmas de musselina e espantalhos. Tudo isto não prejudica a sua reputação?

T: De que modo semelhante acusação pode prejudicá-la? Tirei alguma vez dinheiro, benefício ou fama dessa suposta existência? Afirmo que apenas recolhi insultos, desprezos e calúnias, que teriam sido muito dolorosos se não tivesse aprendido há muito tempo a permanecer indiferente ante tais acusações. Porque, no fim, a que isto conduz? A elogiar-me implicitamente, de um modo que os loucos que me acusam teriam desistido de empregar, se não estivessem arrebatados por um ódio cego. Sustentar que eu inventei os Mestres, é dizer o seguinte:

Deve ser inventado toda a filosofia exposta até agora na literatura teosófica. Deve ser a autora das cartas que inspiraram o "Buddhismo Esotérico"; a única inventara de todas as doutrinas ou princípios que se encontram na Doutrina Secreta, obra que o mundo - se fosse justo - reconheceria proporcionar muitas das soluções que a ciência tem buscado em vão, como o verá dentro de uns cem anos. Ao afirmar o que dizem, reconhecem ao mesmo tempo que é muito mais inteligente que as centenas de homens (muitos deles inteligentíssimos e cientistas), que acreditam no que ela diz, posto que deve tê-los enganado a todos! Se diz a verdade, ela representa a vários Mahatmas, por assim dizer, enfiados um dentro do outro, como as caixas chinesas, uma vez que entre as chamadas "cartas dos Mahatmas" encontram-se muitos estilos completamente diferentes, e todas foram escritas por ela, segundo dizem seus acusadores.

 

P: Isso é precisamente o que dizem, mas não é muito doloroso para ela ser denunciada publicamente como "a mais perfeita impostora do século, cujo nome merece passar à posteridade", conforme declara o Informe da Sociedade de Investigações Psíquicas?

T: Seria se fosse certo, ou se esta declaração viesse de gente menos materialista e menos predisposta contra mim. Dadas as circunstâncias, pessoalmente considero toda essa questão com desprezo, e os Mahatmas riem-se disso. Na realidade é o maior cumprimento que me poderiam fazer.

 

P: Mas seus inimigos pretendem ter provado suas afirmações.

T: É bastante fácil pretendê-lo quando uma pessoa se constitui em juiz e parte, simultaneamente, como eles fizeram. Mas excetuando nossos inimigos e seus partidários, quem acredita em tal coisa?

 

P: Acaso não enviaram um representante à índia para investigar o assunto?

T: Efetivamente o fizeram, e sua conclusão final apóia-se inteiramente nas declarações e afirmações não provadas desse investigador. Um jurisconsulto, que leu seu informe, disse a um amigo meu que em sua longa carreira jamais havia visto um documento mais ridículo nem que mais se contradissesse a si mesmo. Resultou cheio de suposições e de "hipóteses" que mutuamente se destruíam umas as outras. Esta é uma acusação séria?

 

P: Sem dúvida fez um grande mal à Sociedade. Por que não se justificou ao menos perante as tribunais?

T: Primeiramente porque o teósofo deve permanecer indiferente ante os insultos pessoais. Em segundo lugar porque tanto a Sociedads quanto madame Blavatsky não tinham dinheiro para uma demanda; e, por último, porque ambas se colocariam em ridículo faltando a seus princípios, ppr causa do ataque dirigido contra elas por aquele rebanho.

 

P: Bom cumprimento lhes faz! Mas não acredita que ter refutado autorizadamente toda essa questão, teria produzido um bem real à causa teosófica, de uma vez por todas?

T: Talvez. Mas acredita que um tribunal ou um juiz inglês admitiriam jamais a realidade dos fenômenos psíquicos por muito despreocupado que tivesse sido? E se levar em conta que os tivesse predisposto contra nós o espantalho da "espiã russa", os ditos de ateísmo e heresia e todas as outras calúnias lançadas na nossa conta, verá que a intenção de obter justiça perante o tribunal teria sido pior que inútil. Os membros da Sociedade de Investigações Psíquicas sabiam perfeitamente de tudo isso, e covardemente aproveitaram-se de sua posição, para dês-, fazer-se de nós e salvar-se às nossas custas.

 

P: A Sociedade de Investigações Psíquicas agora nega completamente a existência dos Mahatmas. Diz que do começo ao fim tudo isso não passa de uma novela que madame Blavatsky tirou de seu cérebro.

T: Correto. E ainda poderia ter inventado outras coisas menos hábeis do que esta. De qualquer maneira não faço a menor objeção a esta teoria. Digo agora que quase prefiro que as pessoas não acreditem nos Mestres. Declaro abertamente que quisera que as pessoas cressem que o único país dos Mahatmas é a massa cinzenta de meu cérebro. Em uma palavra: que os tirei das profundidades de minha própria consciência interna, do que expor seus nomes e seu grande ideal a uma profanação infame, como agora sucede. Antes costumava protestar indignada contra as dúvidas de sua existência, mas agora já não me preocupo em prová-la ou não, e deixo que as pessoas pensem o que quiserem.

 

P: Mas supostamente os Mestres existem, não é certo?

T: Afirmamos que existem. Embora de pouco sirva nossa afirmação. Muitas pessoas - - entre elas alguns teósofos e ex-teósofos - - declaram que jamais tiveram provas de sua existência. Está muito bem. Neste caso, madame Blavatsky responde com a seguinte alternativa: Se os inventou, inventou também sua filosofia e os conhecimentos práticos que alguns adquiriram; e, se é assim, que importa que existam ou não, uma vez que ela mesma está presente e que, em todo caso dificilmente pode-se negar sua própria existência? Se os conhecimentos que ela supõe lhes foram transmitidos por eles são intrinsecamente bons, e são aceitos como tal por muitas pessoas de inteligência superior, por que armar-se semelhante algazarra sobre esta questão? Jamais se provou que fosse uma impostora, e este ponto sempre ficará sub-judice; enquanto que um fato certo e inegável é que, seja quem for o inventor da filosofia pregada pelos Mestres, esta é uma das filosofias mais grandiosas e benéficas que já existiram, se exatamente compreendida. Dessa forma, os caluniadores movidos pelos sentimentos mais baixos e mesquinhos (como são o ódio, vingança, malignidade, vaidade ferida ou ambição frustrada), não parecem dar-se conta de que estão pagando o maior tributo a seus poderes intelectuais. Assim seja, já que esses loucos infelizes o querem. Realmente, madame Blavatsky não se opõe intimamente a que seus inimigos a representem como um triplo adepto e um Mahatma completo. A única repugnância que sente ante seus próprios olhos -- como a vestir-se de plumas de pavão real — é a que a obrigou a insistir na verdade até agora.

 

P: Mas se homens tão sábios e bons dirigem a Sociedade, como é que se cometeram tantos erros?

T: Os Mestres não dirigem a Sociedade, nem sequer os fundadores; e ninguém jamais afirmou que assim o fizessem: apenas velam sobre ela e a protegem. Isto fica bem provado pelo fato de que nenhum dos erros cometidos jamais a pôde ferir; e nenhum dos escândalos internos nem os ataques mais violentos de fora, foram capazes de destruí-la. Os Mestres consideram o futuro e não o presente, e todo erro cometido é sabedoria acumulada para o porvir. Aquele outro "Mestre" que enviou o homem com os cinco talentos, não lhe disse como deveria fazer para dobrá-los, nem tampouco impediu que o servidor tolo escondesse seu único talento na terra (São Mateus, XXV; 14-30). Cada um deve adquirir a. sabedoria por sua própria experiência e méritos. As Igrejas cristãs que proclamam um Mestre muito mais elevado, o próprio Espírito Santo, têm sido e são culpáveis não só de "erros" mas de uma série de crimes sangrentos através dos séculos. E, sem dúvida, suponho que nenhum cristão negará por isso sua crença naquele "Mestre", embora sua existência seja muito mais hipotética do que a dos Mahatmas, pois ninguém jamais viu o Espírito Santo nem presenciou como dirige a Igreja. Além disso, sua própria história eclesiástica se contradiz abertamente, Errare humanam est. Mas voltemos ao nosso assunto.



[1] Como por exemplo, o professor Bernhein e o dr. C. Lloyd Tuckey, na Inglaterra; os professores Beaunis e Liogeois em Nancy; Delboeuf, de Lieja; Burot e Bourru, de Rochefort; Fontain e Sigard, de Bordeaux; Forel, de Zurique; os drs. Despine, de Marselha; Van Renterghem e Van Eeden, de Amsterdam, Weterstrand, de Estocolmo; Schrenck-Natzing, de Leipzig; e muitos outros médicos e escritores eminentes.