O núcleo ativo da Sociedade Teosófica

Enviado por Estante Virtual em dom, 12/02/2012 - 21:11

P: Segundo ouvi, esses homens são grandes adeptos, alquimistas etc. Se podem transformar o chumbo em ouro e fazer tanto dinheiro quanto queiram, além de todo tipo de milagres, conforme a obra de Sinnet, O Mundo Oculto, por que não buscam dinheiro e não olham pelo bem-estar dos fundadores e da Sociedade?

T: Porque não fundaram um "Clube de Milagres"... Porque a Sociedade se propõe a ajudar os homens a desenvolverem os poderes latentes neles, por meio de seus próprios esforços e méritos. Porque seja o que for que consigam produzir com relação a fenômenos, não são falsos moedeiros, nem querem apresentar uma nova e poderosíssima tentação no caminho dos membros e candidatos da Sociedade Teosófica. A Teosofia não se compra. Até o momento, transcorridos 14 anos, nem um só membro dos que trabalham jamais recebeu nenhum salário, seja por parte dos Mestres ou da Sociedade.

 

P:  Nenhum de seus colaboradores cobra nada?

T: Até agora nenhum. Mas como todos precisam comer e se vestir, aqueles que carecem de meios pessoais e dedicam todo o seu tempo à obra da Sociedade, recebem na sede geral de Madras (Índia) o necessário à subsistência, embora suas "necessidades" verdadeiramente sejam bem modestas. Agora que a obra se desenvolveu tanto na Europa e que continua expandindo-se (N.B. graças às calúnias), necessitamos de um maior número de trabalhadores. Esperamos daqui para a frente ter alguns membros que serão retribuídos, se é que se pode empregar esta palavra com relação aos casos de que se trata. Porque cada um deles, pronto a dedicar todo seu tempo à Sociedade, abandona boas situações e seu futuro, para trabalhar por nós por menos da metade do salário que recebia.

 

P: E quem garantirá esse fundo?

T: Alguns de nossos associados que são um pouco mais ricos que os outros. O homem capaz de especular com a Teosofia, ou de tirar dinheiro dela, seria indigno de permanecer entre nós.

 

P: Com seus livros, revistas e demais publicações, sem dúvida recebem dinheiro.

T: Entre as revistas, apenas o Theosophist de Madras produz lucro, que é entregue à Sociedade, como demonstram as contas publicadas. Lúcifer está absorvendo dinheiro lenta, mas constantemente, pois até agora não conseguiu cobrir os gastos, graças à perseguição de que é vítima por parte dos piedosos livreiros. Na França, Le Lotus, publicado com recursos particulares — bastante limitados — de um teósofo que lhe sacrificou todo seu tempo e seu trabalho, deixou de existir pelas mesmas causas. Tampouco cobre seus gastos o Path de Nova York e a Revue Theosophique que acaba de vir à luz em Paris contando com os recursos particulares de uma senhora, membro da Sociedade. Sempre que alguma obra publicada pela Casa Teosófica de Publicações de Londres produz algum rendimento, este é entregue à Sociedade.

 

P: Por favor, diga-me tudo o que possa sobre os Mahatmas. Tantas coisas absurdas e contraditórias são ditas a respeito deles, que lá não se sabe em quem crer, pois toda sorte de histórias ridículas são admitidas como opiniões correntes.

T: Faz bem em chamá-las de ridículas...

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