A Teosofia e o matrimônio

Enviado por Estante Virtual em dom, 12/02/2012 - 21:07

P: Desejo jazer outra pergunta: deve um homem casar-se ou permanecer solteiro?

T: Isto depende do tipo de homem a que se refere. Se se trata daquele que se propõe viver no mundo, daquele que embora sendo um teósofo sincero, um trabalhador incansável da nossa causa, mas todavia ligado ao mundo por suas obrigações e desejos; daquele que, em uma palavra, sente que não concluiu para sempre com o que os homens chamam vida, e somente deseja conhecer a verdade e ser capaz de ajudar aos outros — então, digo que não há motivo para que não se case, se quer correr os riscos dessa loteria onde tão poucos saem premiados. Suponho que você não nos creia absurdos e fanáticos até o ponto de pregar também contra o matrimônio. Ao contrário, o matrimônio, salvo alguns casos excepcionais de ocultismo prático, é o único remédio contra a imoralidade.

 

P: Mas por que não se pode adquirir esses poderes e essa sabedoria na vida matrimonial?

T: Compreenda que não podemos entrar em questões fisiológicas, mas posso responder de modo satisfatório, e que acredito suficiente, que explicará as razões morais que temos para isso. Pode um homem servir a dois senhores? Não. Portanto, é impossível para ele dividir sua atenção entre o ocultismo e uma mulher. Se tenta, seguramente não poderá fazer as duas coisas como seria necessário; e permita-me relembrar que o ocultismo prático é um estudo sério e perigoso para que um homem o empreenda se não age com a maior sinceridade e não está disposto a sacrificar tudo — e a si mesmo antes de tudo — para alcançar seu objetivo. Mas isto não se aplica aos membros de nossa Seção Interna. Apenas estou me referindo àqueles que estão resolvidos a palmilhar o caminho do discipulado, que conduz à meta mais elevada. Muitos dos que entram em nossa Seção Interna, se não todos, são apenas principiantes que se preparam nesta vida para entrar realmente naquele caminho em vidas futuras.